carrossel-florido:
“Por mais que eu negue, sou mesmo forte. Forte a ponto de aguentar algumas coisas calada e deixar pra lá… Forte o suficiente pra me importar demais com algumas coisas, e, mesmo assim, fingir que nem ligo. Sou complicada demais. Chego a achar que sou um poema cheio de rabiscos escritos em uma folha amassada, com um letra quase ilegível e que por isso, ninguém consegue decifrar. É, posso ser como um poema. Claro, se poemas forem tão contraditórios e confusos quanto eu. Sou extremamente irritante, e, confesso que minha risada é uma das coisas mais estranhas e hilariantes que eu já presenciei na vida. Eu adoro flores, rosas, árvores e tudo o que me lembre aquele cheirinho bom de terra molhada. Eu sou fascinada com as cores do verão, mas confesso que amo o frio… E prefiro o frio, mas confesso que não suporto senti-lo. Gosto do que é concreto, mas sou movida a perguntas. Sou como um abismo que nunca tem fim. Ou como um livro que em seu começo é inteiramente entendiante, que depois só lá pro finalzinho começa a ficar melhor. Melhor, não bom. Não sou fã daqueles abraços moles e sem graça. Gosto mesmo é de apertar até ficar sem ar. Pra mim, não há nada melhor do que ficar um dia todo lendo um livro, ou ficar assistindo filmes a tarde toda. Eu, que digo nunca amar ninguém, acabo amando demais, demais… E confesso que tentar fazer o papel de fria não combina comigo. Sou cheia de manias e defeitos, no qual você não consegue conviver por muito tempo. Tenho meus dias de tristeza, nos quais eu não quero nem ver a luz do sol. Tenho meus dias alegres, onde eu rio de tudo e todos. Também tenho meus dias de TPM, e nesses casos, te aconselho a não chegar nem perto. Gosto de quem me entende e de quem me escuta. Gosto de escutar também, e é por isso que um dos meus maiores sonhos é me tornar psicóloga, ou escritora […] Confesso que sonho mais do que vivo… E vivo no mundo da lua, com a cabeça nas nuvens. Me perco em pensamentos profundos, nos quais - muitas vezes - não me levam a lugar nenhum. Gosto de escrever pra mim, e conversar comigo mesma. É, estranho, mas eu acho que se você quer confiar em alguém, confie em si mesmo primeiro. Gosto de sorrisos. Aliás, amo sorrisos. E por mais que às vezes me falte vontade pra sorrir, continuo sorrindo, pra ver se assim a vontade (e a felicidade) voltam. Gosto de contar piadas e de fazer graça de tudo. Gosto de andar sem rumo. Gosto de fingir que não sei de nada… quando na verdade sei de tudo. Sou aquela expressão enorme de matemática, que todo mundo tem preguiça de fazer, mas que no fim, acaba se tornando fácil demais. E eu sou assim: fácil. Fácil de ser ganhada. Fácil de ser amiga. Fácil de se conseguir um sorriso ou qualquer coisa de mim. E… eu sou cheia de erros. Eu surto, sumo, apareço, faço drama, choro… Sou boba, mas meio má às vezes… Sou um trilhão de sentimentos juntos em um só. E eu, que antes amava todo mundo, agora aprendi a me amar também.” (Mari Barcelos, sus-pirei)
Postado dia
30/05/2012 às 2:50pm (reblog this!)